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Um Olhar Atípico sobre o TEA

Atualizado: 17 de jan. de 2023


O projeto de extensão “Olhar Atípico: ampliando a percepção sobre o TEA” foi criado por conta da necessidade de educar alunos do curso de Medicina sobre o espectro autista e capacitá-los para enfrentar o processo de assistência às pessoas com a síndrome. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que não é propriamente contemplada pelos estudos medicinais devido às suas diferentes manifestações. O diagnóstico pode ser complexo e demandar acompanhamento profissional e, por isso, acaba recebendo uma abordagem insuficiente durante a formação médica.


“Existe um atraso no diagnóstico da criança com TEA, prolongando o tempo entre ele e o início das terapias”, aponta Fabrizia Brandão, coordenadora do projeto. Foi observando essa carência que um grupo de discentes do curso de Medicina da UFSJ (campus São João del-Rei) desenvolveu o “Olhar Atípico”. O foco principal da ação extensionista vai para o cuidado com as crianças com o transtorno, que precisam de atenção especial quanto ao seu desenvolvimento e comportamento. As necessidades emocionais da família também entram em destaque no processo, já que ela é o maior ponto de suporte à criança diagnosticada. O reconhecimento dos sinais do autismo ainda na infância auxilia na identificação correta do TEA e na orientação humanizada dos familiares.


A realidade do projeto


A programação do Olhar Atípico possui três eixos principais: preparação, gravação e publicação dos materiais. Atualmente, as atividades realizadas incluem a determinação do conteúdo que será apresentado, busca por colaboradores, gravação das palestras, certificação pelo Ministério da Educação (MEC), preparação do modelo de apresentação e firmamento do responsável pela comunicação audiovisual.


Ao longo de 2022, a bolsista Larissa Morais teve a tarefa de buscar profissionais dispostos a contribuir com o “Olhar Atípico”, que foi um grande desafio para o projeto. Utilizando o Instagram, conseguiu entrar em contato com trabalhadores de lugares e experiências distintas, incluindo psiquiatras, psicólogos, neurologistas e fonoaudiólogos. “Me surpreendi com a capacidade das redes sociais de permitirem um contato tão próximo com alguém tão distante por uma causa em comum”, ela relatou.


Formar profissionais capacitados para lidar com o espectro autista garante um futuro mais brando para aqueles que vivem com o transtorno. Com seu trabalho, o “Olhar Atípico” pretende influenciar positivamente a medicina e garantir o desenvolvimento teórico dos estudantes para maior conhecimento sobre o TEA. O curso disponibilizado em dezembro de 2022 foi um passo para o sucesso dessa meta. “Depois de fechadas as inscrições com mais de 700 inscritos e com o curso liberado, podemos afirmar que estamos no caminho certo para atingirmos o objetivo”, pontua a professora Fabrizia.


O projeto tem sede em São João del-Rei, mas os cursos são oferecidos para os interessados na temática em todo o país. É possível entrar em contato com os membros por meio do Instagram @olharatipico.ufsj para contribuir, participar ou saber mais sobre.


Luiza Tomey, bolsista do Comunica Extensão


 
 
 

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